CIDADE

1. O Município

O Município de Nampula, rodeado por belas montanhas arquitetónicas e com uma população hospitaleira é vulgarmente conhecida por Capital do Norte, com cultura invejável para a atracão de investimentos externos e locais. Nampula foi elevada a categoria de cidade a 22 de Agosto de 1956 e a 22 de Agosto de 1998 à categoria de Autarquia.

Possui uma  superfície com 404 km2, com uma população de aproximadamente 471.717 hab. de acordo com os dados do Censo populacional de 2007, distribuídos em sete Postos Administrativos Municipal nomeadamente: Muahivire, Muhala, Namicopo, Natiquiri, Muatala, Napipine e Central. A Assembleia Municipal é representada por 3 partidos políticos com um total de 51 membros.

O Município de Nampula, possui duas faces de estrutura urbana, sendo a primeira, situada em 20 porcento da área territorial que cobre a zona de cimento, com todas as infraestruturas urbana, ligadas as áreas de saneamento, abastecimento de água e eletricidade. A segundo, a zona periférica não urbanizada com 80 porcento de cobertura territorial, apresenta enormes desafios aos titulares municipais, por apresentarem vários problemas de ordenamento territorial e urbanístico. Devido a sua localização geográfica, Nampula torna-se num destino privilegiado, em termos de investimentos. A sua população tem sabido valorizar os esforços daqueles que, com escassos  recursos,  pretendem  investir   e   dela   procuram   obter   dividendos económicos. Nampula oferece melhores condições para a prática da agricultura, comércio, turismo e instalação de grandes unidades de fábricas. A gastronomia, a dança tradicional e moderna, associadas a uma vasta gama hoteleira e similar fazem da cidade de Nampula o epicentro da Cultura e do Turismo e ainda de convergência entre os povos de diferentes nacionalidades. O comércio informal constitui, igualmente, uma das principais actividades dos munícipes da cidade de Nampula.

2.      Missão, Visão, Valores e Objetivos Estratégicos

 

A definição da Missão, Visão, Valores e Objetivos Estratégicos do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, visa estabelecer o rumo estratégico que deverá ser preconizado pelo Conselho Municipal no horizonte temporal de médio-longo prazo.

A utilidade destas ferramentas justifica-se pela importância de clarificar o papel do Município, no desempenho das suas tarefas de dinamização do tecido social, cultural, económico e desportivo, bem como, ajudar à reflexão sobre os caminhos a trilhar tendo em vista o progresso da Cidade de Nampula e o bem-estar de toda a sua população.

Visão

O Conselho Municipal de Nampula tem como visão construir um município centrado nas pessoas, tornando-o numa referência ao nível da África Austral, nas áreas da coesão social, solidariedade e inclusão social, mas também, numa cidade preparada para ganhar os desafios da competitividade, empreendedorismo, inovação e modernidade, num quadro de um desenvolvimento sustentável.

Missão

O Concelho Municipal de Nampula tem como missão definir e executar politica, que visem a defesa dos interesses e a satisfação das necessidades da população local.

Neste sentido, trabalha arduamente para promover o desenvolvimento inclusivo do município em todas as áreas, designadamente, ação social, habitação, ambiente e saneamento básico, ordenamento do território e urbanismo, transportes e comunicações, abastecimento público, desporto e cultura, saúde, educação e a defesa do consumidor, sempre de forma solidária e com total transparência.

Valores

Transparência – O Conselho Municipal de Nampula pauta-se pela exigência de elevados padrões de ética, combatendo todas as formas desonestidade e de baixos níveis de transparência, no funcionamento de todos os serviços. O CMCN está emprenhado em informar e prestar contas da sua atividade, monitorizar e avaliar o seu desempenho, submetendo-se ao escrutínio externo das entidades competentes e principalmente, da população local.

Trabalho – O Conselho Municipal da Cidade de Nampula propõe-se agir com responsabilidade e profissionalismo por forma a alcançar os seus objetivos, gerindo de forma correta e transparente os recursos disponíveis. Assume como preocupações centrais o ordenamento do território, a limpeza da cidade, num quadro de aumento da produtividade dos serviços.

Inclusão – A principal riqueza do Município de Nampula é a população, na sua diversidade religiosa, cultural, étnica, de género e de idade. O Conselho Municipal de Nampula valoriza a diferença como fonte de criatividade, inovação, empreendedorismo e competitividade, numa lógica de democracia participativa. É esta diversidade que pode constituir-se como um fator de inovação nas políticas sociais, educativas, culturais e económicas, através da eliminação de barreiras à igualdade de oportunidades no acesso a padrões dignos de qualidade de vida para todos.

Solidariedade – O Conselho Municipal da Cidade Nampula é o órgão responsável por mobilizar as comunidades nacionais e internacional para atender às questões e necessidades sociais locais. O serviço público deverá ser efetuado com espírito de missão, dedicação, lealdade e solidariedade, valorizando a cidadania. Compete ainda ao CMCP a promoção da inclusão social por meio da capacitação, da assistência e do voluntariado.

Objetivos Estratégicos

Planeamento urbanístico e ordenamento do território.  Reforço do desenvolvimento económico e da sustentabilidade Dinamização cultural, socioeducativa e do empreendedorismo. Formação contínua, por forma a progressivamente melhorar a eficiência e eficácia dos serviços municipais.

3.      Historial

O nome do Município de Nampula deriva do nome de um líder tradicional, Mphula ou Wamphula. A sua cidade tem origem militar, com uma caracterís- tica que ainda hoje se mantem. Uma expedição militar por- tuguesa, chefiada pelo Major Neutel de Abreu acampou nas terras de Wamphula a 7 de Fevereiro de 1907, pelo Major Neutel de Abreu, oriundo de Figueiró dos Vinhos, em Portugal.

A verdade é que não existe uma obra condensada da sua história, vingando apenas apontamentos dispersos de vários autores. Ciente desse facto, Paulo Pires Teixeira, com ascendência em Figueiró dos Vinhos, deslocou-se por várias vezes para Moçambique para, entre outras obras, concluir as suas pesquisas e investigações sobre a história de Nampula. A pesquisa debruça-se igualmente sobre os diferentes episódios registados a partir de 1896, ano em que foi identificada a região de Mehehe do Régulo Terela M’Phula (Nampula) como estratégica para a construção de um posto militar e assim viabilizar a sua ocupação e pacificação, iniciativa que, entretanto, foi materializada por Neutel de Abreu a 7 de Fevereiro de 1907, o que levou a construção do Comando Militar de Macuana.

A povoação de Macuana foi criada em 6 Dezembro de 1919, tornando-se, deste modo, a sede de Circunscrição Civil de Macuana em Junho de 1921. Com a chegada do Caminho-de- ferro, a partir do Lumbo (Ilha de Moçambique) para o desenvolvi- mento da povoação, Nampula foi elevada a categoria de Vila em 19 de Dezembro e de cidade, a 22 de Agosto de 1956.

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