Sem receber Fundos de Estradas Amurane constrói estradas e pontes

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Amuarane, Nampula, Ponte

Mahamudo Amurane, Presidente do Conselho Municipal de Nampula, inaugurou na tarde do dia 16/02 a Conectividade de Muhala, obras que envolveram a construção da ponte sobre o rio Muhala, construção de valas de drenagem, realização dos serviços de terraplenagem, drenagem e sarjetas ligando dois pontos do bairro de Muhala.

Entretanto, é um facto triste que o Governo Central não canaliza os fundos de estrada ao município de Nampula desde 2014. A obra realizada pelo Conselho Municipal foi fruto de um trabalho árduo empreendido pela edilidade.

Na ocasião Amurane chamou atenção ao Governo Nacional através do Fundo Nacional de Estradas que não canaliza fundos para realização de obras no Município.

“Podíamos fazer muito mais para o benefício do nosso povo, como tenho vindo a dizer em várias ocasiões, o Município de Nampula não recebe o Fundo de Estradas. Estas obras construídas com os recursos financiados pelos parceiros externos poderiam ser canalizadas para outras áreas de investimento, mas temos que apostar na construção de estradas porque o fundo de estrada não nos repassa este fundo desde 2014. Portanto, é uma vergonha para a nação. O Fundo Nacional de Estrada tem um empregado do povo, este empregado é o Presidente do Conselho da Administração do Fundo de Estrada, este empregado do povo temos que demiti-lo imediatamente das suas funções porque é incompetente e precisa sair do seu posto. O PCA do fundo de estradas está a receber de forma gratuita aquilo que são os recursos do povo, todos nós contribuímos quando abastecemos nossas viaturas, mas este empregado continua a não exercer as suas funções com todo o rigor que lhe é atribuído ao nível dos recursos que todos nos contribuímos. Por isso, Moçambicanos, não podemos aceitar que o empregado receba recursos de forma gratuita e não exerça as suas funções”, disse Mahamudo Amurane.

Estas infraestruturas, colocam um fim a décadas de muito sofrimento que os residentes de Muhala passaram, quando a ponte era apenas um corredor de troncos por onde se passava de forma precária a quem precisava chegar aos bairros mais próximos.